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Técnicas do serviço público de saúde participam de bate-papo na Cipó

Dezembro de 2014

Realizamos em dezembro uma sessão de perguntas e respostas nos moldes do programa Roda Viva com a presença das técnicas do serviço público de saúde Mariana Chagas, da Área Técnica de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS), e Márcia Porto, da Área Técnica de Saúde de Adolescentes e Jovens da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab).

Mariana explicou sobre sua vida, e contou como conseguiu chegar no cargo que ocupa hoje. Detalhou o processo de construção de sua vida profissional, que envolveu estudos fora da Bahia também, além de nos deixar mais informadas sobre a área na qual trabalha.

Segundo Mariana, a Área Técnica de Saúde Mental tem total influência nas soluções, nos investimentos e nas possibilidades sociais que envolvam pessoas viciadas em álcool e outras drogas, principalmente as que forem jovens.

Uma solução citada por ela para minimizar o uso abusivo de álcool e outras drogas seria o desenvolvimento de ações que envolvessem algum tipo de lazer ou ocupação mental para que a substância da droga não entre na vida dessas pessoas.

Mariana falou também sobre Rede Cegonha, uma rede de cuidados proposta pelo Ministério da Saúde com o objetivo de assegurar o direito ao planejamento reprodutivo e a atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao pós-parto, incluindo o atendimento a mães usuárias de drogas ou com transtornos psiquiátricos. E jogou na roda um conceito que desconhecíamos, a RAPS (Rede de Atenção Psicossocial), que convoca todos os serviços de unidades básicas de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) a atuarem juntos em diversas ações.

Um dado curioso citado por Mariana foi que, segundo uma pesquisa, de 100 pessoas que experimentam drogas, 20% terão problemas com esse uso, e os outros 80% terão uma vida normal.

A técnica Márcia Porto explicou sobre os marcos legais que utilizam para documentos ou dados de criação de politicas públicas para adolescentes e jovens no Estado da Bahia. Ela citou principalmente a Constituição de 1988, que fala do Direito à Saúde, depois o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que reforça o que a Constituição traz sobre a criança e o adolescente serem sujeitos de direitos. Logo em seguida, destacou as leis orgânicas da saúde, que definem o Sistema Único de Saúde (SUS), e de assistência social, que definem o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), além da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

A área de saúde do adolescente da Sesab age de forma compartilhada com a área de saúde mental, pois às vezes precisam de ajuda em algumas demandas, mas não de forma direta, pois já existe uma coordenação pronta para cada área.

Na área de saúde do adolescente, as ações dependem muito do caminhar de um planejamento a longo prazo. Mas uma observação importante de Márcia é que, embora essas áreas técnicas existam, a saúde ainda é muito voltada para o público adulto, o que faz com que os adolescentes não se identifiquem e não procurem ajuda do serviço público para prevenir doenças, por exemplo.

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