QUARTA DA MÍDIA JOVEM – EVERTON NOVA

Nos diversos projetos que participou na CIPÓ, Everton Nova aprendeu a “aprender-fazendo”; ao longo dos anos foi de educando a coordenador pedagógico.  Pesquisador em Educação e Tecnologias e Educador Social, Tom demorou a perceber que era mesmo um educador. “Isso nasceu dentro desse processo de formação”.

Pensou em ser jornalista, mas uma educadora lhe apontou outro caminho: “Ela me aconselhou a estudar pedagogia, curso que eu tinha preconceito mas resolvi fazer”. De estudante a pesquisador foi um passo. Os aprendizados com a educação pela comunicação, direitos humanos e tecnologias foram um diferencial na universidade. Ainda na graduação, foi convidado a integrar o grupo de pesquisa em Gestão e Tecnologia Aplicadas à Educação (Gestec). No mestrado, através do seu projeto, criou laboratórios de áudio e de audiovisual, que são de uso público. “O meu trabalho hoje ainda continua com a ótica da Educomunicação. Nos espaços em que atuo as pessoas ainda me conhecem com a referência da CIPÓ”.

Atualmente, além da atuação com o grupo de pesquisa, Tom é educador da Cáritas, onde realiza formação para crianças e adolescentes, no Sertão da Bahia. Através da Fotografia Cidadã, aborda temas como cidadania e garantia de direitos.“O que eu sei hoje como educador social aprendi na CIPÓ, com educação transformadora, educação para a cidadania. A formação de educador social ainda não existe, só a experiência pode levar a isso. E foi a minha experiência na CIPÓ que me levou a isso”.

O próximo passo é fazer doutorado, seguir com a carreira acadêmica e passar a diante os aprendizados. “Educação pra mim é algo natural, a gente passa naturalmente e de coração. Não é apenas uma questão de escolha, está além da minha capacidade de dizer não”. Para Tom, seja qual for o caminho, compartilhar o conhecimento é a própria caminhada.

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